Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?

05/16/2013 — 503 Comentários

Marilyn Wedge, Ph.D

EQ 2-ilu

 

Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.

Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.

Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.

A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.

E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.

A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.

Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.

Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.

 

Texto original em Psychology Today

503 responses to Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?

  1. 
    Aline Oliveira dos Santos 12/26/2015 às 14:17

    Olá! Boa tarde.sou aline.eu gostei muito da divulgação do tema, pois foi meu titulo do TCC. Aprendi muito e pretendo me aprofundar mais.na neuropsicopedagogia..

    • 

      Olá Aline meu nome é Alessandra e sou conselheira tutelar em minha cidade, e estou montando um projeto sobre isso. vc poderia me disponibilizar seu tcc ou me ajudar com algumas materias relacionadas a este tema para me ajudar? desde ja obrigada!

  2. 

    INTERESSANTE , CONCORDO COM ACOMPANHAMENTO PSICOLOGICO E FONOAUDIOLOGICO…EQUIPE MULTIDISCIPLICAR O QUE TOMAR REMEDIOS…

  3. 
    Patrícia Romão 04/02/2016 às 06:01

    Concordo na parte de avaliação das estruturas sociais. Eu própria sou contra a medicação em alturas específicas.
    No entanto, vejo este texto como generalista, não abrangendo os factos e não avaliando as crianças.
    Se alguém tiver um problema cardíaco não toma medicação?! Toma sim!!
    E o PHDA, é comprovadamente, uma doença do foro neurológico. Podendo sim, necessitar de medicação.
    As situações devem ser avaliadas de forma consciente e isenta.
    Claro que aplicar medicação, sem abordar e corrigir todas as estruturas psico-sociais adjacentes às crianças, não terá certamente o mesmo efeito.

  4. 

    Não sou americana, tenho os princípios idênticos aos dos franceses e no entanto tenho filhos com deficit de atenção , não me agrada a medicação , mas noto a diferença na capacidade de aprendizagem. Acompanho o estudo deles e sei o quanto se esforçam para ter rendimento. É muito frustrante trabalhar tanto e nunca ser recompensado nas notas. !!!!!

    • 

      Mariana, você está no caminho certo, amparando e conduzindo seus filhos. Os resultados infelizmente não são automáticos. Com o tempo, tenho certeza que você irá colher bons frutos. Persista.

    • 

      Como psicopedagoga eu sugiro você brincar com ele através de jogos que estimulam o raciocínio e que levam a pensar para agir. Propor comandos onde a criança terá que ficar atenta para não perder o foco.

  5. 

    Como explicar então a falta de concentração e a impulsividade? Dizer que esses sintomas são causados pela falta de disciplina e uma fraca estrutura familiar? Tudo bem que na maioria dos casos os médicos precipitam em diagnosticar toda criança hiperativa e sonhadora com TDAH, faltando assim um aprofundamento no histórico da criança e familiar. Acredito que o TDAH é um transtorno que falta profissional competente para dar o diagnóstico final.

    • 

      Concordo com você. Há crianças que realmente precisam da medicação, e a falta dela causa muito sofrimento. Falo por experiência.

  6. 

    Muito bom o texto, sou mãe e concordo plenamente com esse raciocínio . Coerente e bem exemplificado . Obrigada por tantos textos como este.
    Mônica Mara Guelfi Kalili.

  7. 
    Ana Lucia Fernandes Marques 04/24/2016 às 20:09

    Assim mais uma vez se comprova que o limite e a família é a base para se ter sucesso na vida,

  8. 

    Este artigo só contribui para aumentar o preconceito e a condenação aos pais que precisaram medicar suas crianças com o transtorno. O transtorno é causado por uma baixa atividade do córtex pré frontal que regula o comportamento e a atenção.
    Meu filho é criado sob regras rígidas a ponto de quem vê de fora achar um exagero. Apesar disso, tentei tratamento só com terapias durante mais de 2 anos, mas acabei tendo que ceder à medicação. Ele estava sofrendo e a condição dele teve um declínio importante. Me arrependo todos os dias por não ter medicado logo.
    Hoje, medicado e ainda em terapia, está conseguindo desenvolver suas habilidades e acompanhar os colegas na escola, mas luta contra a baixa auto estima que trouxe do período pré medicação..
    O texto tem a audácia de generalizar dizendo que se medica porque a criança é mal comportada. Faz parecer que todos os pais estão querendo se livrar do trabalho de educar os filhos e dessa forma só contribui com o olhar “torto” das pessoas quando dizemos que nosso filho tem esse transtorno.
    Lamentável…

    • 

      Muito bom seu comentário!
      Todos os dias quando dou o medicamento para minha filha penso se estou fazendo certo ou errado, e tudo por causa desse tipo de coisa, de gente que adora dar palpite na vida e na educação de todas as famílias, condenando de forma geral TODOS que precisam desse tratamento.
      É lamentável que as pessoas leiam esse tipo de artigo e já saiam falando que “as crianças não precisam de medicamento, o que falta é laço, limite, regras!” Não sabem o quanto sofremos vendo nossos filhos nessa condição! Acham que escolhemos gastar fortunas com o tratamento porque é mais fácil que dar limites? Por favor, olhem para dentro de sua casa antes de olhar a dos outros.

    • 

      Concordo com vocês… Além de dizer ainda dizer que deixar chorar ate adormecer é impor limite saudável. Ah, tá.

      • 

        Nossa! Realmente não concordei com.isso ai no texto! Como assim a partir de 4 meses de ia de largar filho chorando se ele não dormir a noite??? E ele se sentirá seguro e protegido? Affff

    • 

      Franceses provando que o DSM realmente não está a serviço das pessoas e sim das empresas de remédios. Psiquiatra não é médico e vários documentários podem provar

    • 
      José Carlos Pandolpho 05/20/2016 às 15:47

      Toda generalização é torta. Mas quando se trata, não de um pequeno grupo, mas de todo um estilo de vida, o resultado pode sim ser muito diferente. Uma coisa é haver regras na casa de uma pessoa enquanto a sociedade em geral cobra menos. Outra coisa é haver uma certa coerência no sistema. Como sempre, importar métodos e aplicá-los sem restrições é algo muito problemático. O Brasil sofre um processo de aculturamento pelos USA há muitos anos e além disso o sistema de educação formal muda a todo momento ao sabor dos ventos que sopram a cada tempo em direções diferentes.

    • 

      Sou Cida Belasco, sempre tive todos os indicadores de tdh, mas quando era criança não tinha sido descoberto o diagnóstico pra esse transtorno.E foi as duras penas que consegui chegar até a faculdade e pós graduação. Foi então que iniciei tratamento com florais de Bach, homeopatia e psicotrópicos pra apresentar grande melhora

    • 

      MAs o texto não diz que nunca se deve medicar, mas que se deve medicar quando necessário e que os médicos norte americanos estariam medicando além do necessário.

  9. 

    Muito bom o texto.

  10. 

    Um ótimo texto, acredito que ele aborda o fato de medicações sem acompanhamento, quando a introdução dessa medicação é feita antes de mais pesquisas sociais e comportamentais. Sou professora e vejo muito na escola o equívoco de pais, médico e educadores em definir como tdah qq tipo de mal comportamento, assim como podemos ver também crianças que realmente necessitam da medicação. No geral, independente de medicar ou não, a observação, as terapias, sai pontos fundamentais no tratamento do tdah.

    • 

      Gostei muito do seu comentário professora Thais. Agora está na moda dizer que crianças francesas não fazem manha… E agora essa de que TDAH pode não ser medicado! Considero perigoso generalizar. Seria o mesmo erro de exagerar no excesso de falso positivos que ocorrem nas Américas. O diagnóstico preciso de caso a caso e as intervenções terapeutas (terapias e/ou medicamentos) adequadas são o “X” da questão. As crianças estão nas mãos das decisões dos adultos em sua volta e não podem ser vítimas de excessos ou faltas no seu cuidado. Atenção a cada caso!!!

  11. 
    Fernanda Ferreira 05/18/2016 às 13:49

    Tenho minhas ressalvas com relação a esse texto . A autora do livro é uma jornalista americana que foi mãe na frança, não é uma especialista no assunto. No Canada as pessoas falam que as crianças francesas não fazem manha, mas também estão sempre tristes. Os pais franceses são extremamente intolerantes e rigidos com os filhos. Sim, tem filhos comportados, mas tolidos. Leia a entrevista da psicoterapeuta francesa http://oglobo.globo.com/sociedade/toda-crianca-faz-manha-ate-as-francesas-14359263

    • 
      Maria Augusta Enne 07/05/2016 às 07:53

      Fernanda, concordo com você, os franceses são intolerantes com os filhos, eu vivi um tempo lá e pude perceber isso claramente. Um dos exemplos é que eu estava em um ônibus de turismos, andando por Paris e um criança de uns três anos de idade estava sentada atrás do veículo, sozinha e chorando muito e os pais ou avós(eram bem mais velhos), deram um sacode na criança e a deixaram lá, sozinha!! imagina que eu fiquei de babá, ao longe, vigiando a menininha, porque o ônibus era aberto e estávamos no nível superior dele e se essa criança caísse de lá??
      E mais, estava um frio de lascar!! Achei a atitude dos responsáveis péssima, sem amor!

  12. 

    Nossa! Atribuir o Defecit de Atenção a educação chega ser ridículo. Não sou americana, muito menos francesa, sou brasileira, nascida no interior de Goiás com muito orgulho, sou pedagoga formada e mãe de um menino de 7 anos diagnósticado com TDA, mediante exames neurológicos.
    Posso garantir que tive uma excelente educação, com limites, e cresci respeitando a todos e sabendo o valor das ” coisas”. E com meu filho não foi diferente, segue uma rotina, tarefas extra curriculares, e nenhuma reclamação no colégio, um comportamento impecável. E daí? Pois é tem TDA, vão falar o que? Falta de estrutura familiar? Incompetência do profissional ?
    Parem de julgar, só quem vive essa realidade sabe o quanto é difícil seu filho chegar do colégio chorando dizendo que todos os colegas já sabem ler menos ele. São tarjados de preguiçosos. Resisti até esse ano para não medicar o meu filho, em fevereiro começou uma batalha de exames, viagens, várias opinioes, vários profissionais, neuro, psiquiatra, psico-pedagogo,psicológo…
    Sim está sendo medicado, e nada paga a alegria do meu filho chegar em casa do colégio entusiasmado, mostrando a lição , dizer q estar aprendendo a ler…
    Na verdade em muitos casos não é a falta de límites em casa, e sim falta profissionais competentes para tratar com respeito nossas crianças.

    • 

      Livia, compartilho da mesma angustia que vc. Minha filha foi diagnosticada também com TDH.. tem um excelente comportamento, mto carinhosa, alegre, boa auto estima não teve problema na alfabetização ( q foi testado por diversos profissionais..Neurologista, Neuro pediatra, pediatra, Pscicologo, psicopedagogo, Fonoaudiólogo… foram anos de luta..em diversos profissionais pra se chegar um tratamento adequado. O diagnóstico dela nada tem a ver com mau comportamento, eu diria, quem dera fosse…s

  13. 
    MARILIA FONTES DE CASTELO BRANCO 05/20/2016 às 10:04

    Fantástico texto!

  14. 

    muito dificil de generalisar. Moro na França , meu filho tem TDA/H e teve 2 pedo-psiquiatras. Um que era contra a medicaçâo e não resolveu nada, ( perdeu o ano escolar e teve muito atraso no aprendizado ) por que meu filho continuava muito desconcentrado e ainda por cima não viu que tinha dispraxia. O outro médico, deu medicação e pediu p fazer um acompanhamento pluridisciplinar. Conheço muitas crianças e adolescentes que são tratados com medicação. Entao não entra na categoria de franceses não tem deficit d atenção.

    • 

      Katia acho que você deveria ler de novo a reportagem, ele não diz que as crianças francesas não tem TDAH mas sim que a porcentagem de crianças medicadas é menor (bem menor aliás) do que as crianças dos EUA, ou seja provavelmente seu filho está dentro daquela porcentagem menor.

  15. 

    Desculpe mais não concordo com sua teoria pois fui criada com limites e muita surra pir sinal e hoje tenho o defit de atenção. Sendo que em minha familia tem muitos casis bipolares. Quem dera se fosse assim mesmo.rs

  16. 

    Dizer que alguns franceses deixam o bebe chorando pra dormir, ou seja, que utilizam a técnica Cry it out e dizer que isso é bom é de uma irresponsabilidade incrível. No Brasil a Cry it out é proibida tanto por lei quanto por já sabermos ser a causadora de diversos transtornos psicológicos tais como síndrome do pânico, stress e outras doenças psicossomáticas ligadas ao abandono na primeira infância.

  17. 

    Concordo plenamente com o artigo tenho duas filhas educadas na França pelo regime francês. Sempre foram equilibrados educadas

  18. 
    clidismar Sampaio 07/08/2016 às 07:28

    Acredito numa boa avaliação por parte dos profissionais, realizando um projeto terapêutico, trará formas de tratamento, sem priorizar a medicamentosa, mas o seu contexto sócio/familiar, fornecerá meios para conduzir o tratamento da criança! Sou contra o uso indiscriminado e abusivo de medicação!

  19. 
    Daniele Jones 07/08/2016 às 12:41

    O problema das crianças são dois. Os pais e as escolas. Querer padronizar crianças é de uma covardia absurda. Procurem uma escola alternativa, montessoriana. Acabem com a ideia de que vcs precisamnpreparar seus filhos para serem bem sucedidos. Filhos a gente prepara para fazer do mindo um lugar melhor, mais feliz. Se vc é feliz tanto faz o q o padrão do momento dita como regra. Medicar criança como se faz aqui na America e aí no Brasil é covardia. Coloquem suas crianças pra brincar. Serem criativas. Olhem pra elas ao pedirem atenção e farem com elas. Explique exatamente o motivo pelo qual vc não pide dar atenção a ela. Não os tratem como uma prolongacao de vc. Não projetem neles os seus desejos. Passem valores sociais, respeitobao proximo, cuidado com a natureza. Deixem as crianças brincarem!!!

  20. 
    Maria do Carmo Cervieri 07/10/2016 às 20:50

    Tenho lido varios livros sobre a educacao das crisncas francesas.E concordo que a crisnca precisa de limetes e sentir-se seguras .

  21. 

    Concordo…..

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